



fine art
GV
Página dedicada à contemplação e compras de pinturas assinadas por Gui Vogelsanger.

A evasão, o êxtase
e a expressão manifestada.
A arte de uma forma geral - com destaque à pintura e à música -, deve nos remeter à transcendência e nos tornar capazes de enxergar, ouvir e sentir com maior sensibilidade,..., com maior riqueza,..., o sentido último e profundo das coisas.
A arte esteve presente desde os primórdios da humanidade - e, ao que parece ser verdade imutável -, uma das finalidades da mesma já estava relacionada com questões inerentes à expressão do indivíduo e da sua alma.
Música é arte! E como tal, é criação, representação e comunicação. É manifestação estética, mas com especial intenção a uma mensagem emocional. É uma forma de transmitir e recepcionar uma certa mensagem entre pessoas. É, acima de tudo, uma forma de transmitir a expressão e a evasão do próprio musicista que a executa – e, como uma perfeita simbiose -, despertar o sentimento de evasão e expressão de quem a ouve, sente e a contempla.
A expressão pode ser definida como uma ação!
Ação de exprimir e de expressar, seja por por palavras, seja por gestos. E é na contemplação desses atributos, que imediatamente detectamos o fascínio com o qual o músico interpreta sua arte.
O destaque marcado pela entonação de uma nota, as variações de duração do tempo da mesma - sentidas pelo rubato e legato - as qualidades do canto, o seu comportamento e os movimentos corporais, a sua respiração durante a execução musical demonstram uma condição emocional, espiritual ou mesmo moral, sentida por ele. Por meio das expressões de um músico em pleno delírio sonoro, imediatamente podemos revelar os seus pensamentos e os seus estados d`Alma. Portanto, protagonizamos o seu instante de evasão, do seu (e do nosso) êxtase e das emoções manifestadas.
Deve-se ressaltar que a resposta não está fora. Pelo contrário, está dentro de todos nós. Daí surge a necessidade da expressão e evasão, não apenas como benéfica fuga de uma realidade deformada – mas, também, e acima de tudo-, como uma forma de interiorização e apreciação da profunda contemplação do belo.
Sobre esse poder e encantamento da arte, lembremos da crença apaixonada de Van Gogh, na qual afirmara que as pessoas não veriam apenas os seus quadros - mas sentiriam a urgência da vida neles.
Não é por acaso - como descreve o exímio pianista brasileiro - Álvaro Siviero:
“o contato com o Belo e com a Beleza, transforma-se em necessidade.”
Música: Expressão & Evasão
Sobre a série
Desenvolvendo sua pesquisa e domínio de forma inteiramente autodidata, o artista Gui Vogelsanger construiu sua identidade artística através da observação profunda e do estudo disciplinado dos grandes mestres do claro-escuro (chiaroscuro).
Vogelsanger resgata o rigor do chiaroscuro não como mero artifício estético, mas como uma investigação filosófica sobre a existência: as figuras não habitam a escuridão, elas emergem dela, encontrando a própria identidade à medida que são tocadas pela luz. Como descreve Luci Collin, em "Vozes num divertimento":
"(...) iluminação dramática
da forma surgida
da sombra profunda."
Além disso, a busca do artista não se encerra no estudo da luz, das texturas e nos limites da moldura. Afinal... a música, por natureza, é invisível e fluida - portanto:
ela exige
expressão & evasão.

Valsa Mephisto - Tributo à Franz Liszt
Como uma tese que recusa o confinamento, na pintura intitulada "Valsa Mephisto - Tributo à Franz Liszt" o tecido transborda a barreira geométrica do quadro, escorrendo pela parede e invadindo o espaço tridimensional do observador. O realismo clássico flerta com o mistério contemporâneo: a cortina que se move e o olho que espreita são manifestos táteis de que a arte não pode ser aprisionada. Evadir, aqui, é o ato supremo de liberdade.
“(...) existe não apenas poetas das palavras, mas, também, da música e da pintura.”
- Benita Eisler -
(autora do livro intitulado "O Funeral de Chopin")
Cada tela é o registro de uma entrega absoluta.
Há uma sacralidade quase palpável na concentração dos músicos; os olhos cerrados renunciam ao mundo exterior
para que a audição interna governe o gesto.
Vemos a tensão precisa nas falanges que dominam o braço do violino, sentimos o peso do sopro que faz vibrar o metal do saxofone e somos convidados a participar do drama coreografado no fole do bandoneon.
Tudo se revela como a materialização da expressão pura, o instante exato em que o criador e a criação
fundem-se em um único elemento.
Clique sobre as imagens ampliadas para você ver as informações das obras.

Na série "Música: Expressão & Evasão" Gui Vogelsanger resgata o rigor do chiaroscuro
não como mero artifício estético,
mas como uma investigação filosófica sobre a existência.
Os seus personagens não habitam a escuridão, eles emergem dela,
encontrando a própria identidade à medida que são tocadas pela luz.
O pintor autodidata Gui Vogelsanger é um eloquente admirador, entusiasta e amante da Música e Belas Artes. Sinônimo de fidelidade à expressão artística, à sensibilidade, à dimensão da emoção, à percepção real do concreto ao abstrato! A sua característica principal é expressar-se através da arte de tal forma que parece que sabemos algo mais sobre "o personagem" retratado na tela. Nos passa a sensação que o "personagem" está presente, de certa forma. É maravilhosamente bela a forma de apresentação de suas pinturas. Parece que nos transportamos do sonho à realidade, do histórico ao pitoresco, da razão à emoção.
(escritora e poetisa Valéria Borges da Silveira)









